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Segundo a
Tradição, a região foi filhada pela Cristandade no ano de 1160.
Contudo, a colonização e o desenvolvimento urbano só se documenta a
partir de 1232, ano em que D. Sancho II doa as terras de Ucrate (ou Ocrato)
à Ordem do Hospital. Inicia-se então a construção das fortificações,
sendo Prior Mem Gonçalves, e é ainda nesse ano que a povoação recebe
foral atribuído pelos freires. Entre 1336 e 1341, é transferida a cabeça
da ordem para a vila do Crato. E é à sombra deste Priorado que a vila se
engrandece e se dignifica arquitectonicamente, permanecendo indelével, na
fácies urbana, as marcas da Cruz de Malta.)

No Crato respira-se a pacatez de uma vila alentejana, enquadrada
cenograficamente por belos solares barrocos que lhe dão um timbre de
Nobreza. O traçado das ruelas parece-nos planificado. Aqui e além, os
testemunhos do princípio da urbe, nas casas a enorme chaminé da lareira
como elemento estruturante da arquitectura interior.
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